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quinta-feira, 11 de julho de 2013

Analfabeta de entrelinhas

Meu amor,
Como não ver
O que está tão claro?
Até meu avô
Que teve um AVC
Disse “eu reparo”
Até quando vai ser assim?
Eu olho pra você
Você olha pra mim
Sim, eu olho na sua direção
Não é uma ilusão
Não há quem se engane
Não precisa de Yamani!
A gente sente
Mas sempre mente
E sempre por medo
Sempre em segredo
Só queria que você fosse capaz de entender

O que não tenho coragem de dizer

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Nostalgia

Fui procurar uma saia antiga
E me deu saudade da Bahia
Senti falta até do que não devia...

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Pernilongo

Não satisfeito em ter me picado
E ter feito eu me coçado
Como se alguém tivesse jogado
Pó de mico em mim,
Foi lá no meu ouvido
E zumbiu sem fim
Meu querido,
Quando eu te encontrar,
Morte cruel terás
Tens dez segundos para parar
Não me faça comprar
Uma raquete elétrica
Não sou histérica,
Mas o aviso tá dado:
Bico calado
Ou bico quebrado
Boa noite

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Fui procurar uma foto e encontrei um velho amor

Vi a foto que um amigo meu postou de uma criança tomando picolé e lembrei que tinha uma muito parecida de quando eu era criança...
Entrei no meu e-mail para procurar a foto e enviar para esse meu amigo, que está de viagem pelo Sudeste Asiático.
Nessa infinidade de e-malis, achei conversas do passado. Textos do passado. Amores do passado... Um sentimento que eu não queria que tivesse passado.
Eu fui procurar uma foto e encontrei um velho amor.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Para Lucinha


Lucinha,
Fui seguir seu conselho de fazer aquelas comidas criativas pra ver se a Gabi se alimentava melhor.
A menina tá chorando até agora, se sentindo um monstro porque comeu a cabeça do coelhinho que eu fiz com ovo, cenoura e presunto.
Deu vontade de rir no começo, mas estou há duas horas tentando explicar pra ela que era só comida.
Se minha filha virar anoréxica ou vegetariana, você me paga, Lucinha!
Obs: mande mais daqueles seus cookies caseiros.

Querido Estômago

Querido estômago,
Acabei de almoçar.
Não sei o que o senhor está reivindicando, mas não pode ser comida.
Cale-se e só volte a falar comigo em duas horas.
Grata,
a proprietária.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Carta da Mariana do Futuro

Querida Mariana,
Você vai ser magra.
Pare de pensar naquele biscoito recheado e vá dormir.
Beijos