Eu tenho medo de enjoar de você
Como das músicas que ouço mil vezes
Até não poder mais
Como quando me sirvo de uma porção exagerada do meu doce favorito
E juro nunca mais comê-lo
Como quando vejo um bom filme pela décima vez
Quando peço, todo domingo, frango xadrez
Quando me encanto com uma blusa e compro três
Quando escuto outra história de "Era uma vez"
Quero você em pequenas doses
Demasiado mel pode fazer mal
O belo massificado se torna normal
Quero sentir falta de estar com você,
E não de estar sozinho
Eu quero um grande amor,
Mas só quero um pouquinho
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sábado, 26 de janeiro de 2013
domingo, 13 de janeiro de 2013
Sabão Exímio (paródia de Canção do Exílio)
Um terno e as meias do Palmeiras
Uma camisa de poá
As aves que o varal rodeiam
Que voem para lá
Conceição, a ver estrelas
Anastácia a chorar dores
Socorro é mais contida
Aparecida de amores
Pra lavar, melhor à noite
Não há ninguém pra espiar
O segredo das lavadeiras
Que só sabe o sabiá
Nesta terra tem rumores
Sobre o tal jeito de lavar
Para que lavar de noite
Sem o sol pra ajudar?
Sorriem as lavadeiras
E começam a cantar:
“Não permita, Deus, que chova
Com as roupas pra secar
Traz o aroma das flores
Para as roupas perfumar
E que só entenda as lavadeiras
O sábio sabiá”
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Fim do Mundo
Você que reclama de quem ta falando do fim do mundo não está automaticamente falando de fim de mundo também que contradição ai meu Deus agora sou eu?
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Amor de metrô
Motorista, vai devagar
Cada um tem sua hora de chegar
Diminui a velocidade
Pra gente perceber a realidade
Que esses linhas amarelas na janela
Podem ser as flores mais belas
Quero ficar aqui mais um pouquinho
Então segue o caminho
Bem de mansinho
Vai sem pressa, por favor
Pra eu poder olhar meu amor
O meu breve amor de metrô
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Pensamento do teu sim
O que eu te diria se um dia
Notasse um olhar teu distinto
Clarão de luar
Se notasses alguma vez que minto
Para conter alegrias
De te ver passar
De me arrancar
Do peito tudo o que eu podia dar
Tenho medo de me arriscar
Me atirar em um abismo
Que só existe pra mim
E só o pensamento do teu sim
Me envolve em nervosismo
Me deixa sem ar
Faz-me sufocar
Palavra e olhar
Vão se apagar
O amor é algo tão indeciso
Não sei se dele eu preciso
Ou preciso me livrar
Como eu poderia interpretar
Algo tão impreciso
Que cabe no mar
Mas cabe num olhar
E que o meu peito não pode suportar
Notasse um olhar teu distinto
Clarão de luar
Se notasses alguma vez que minto
Para conter alegrias
De te ver passar
De me arrancar
Do peito tudo o que eu podia dar
Tenho medo de me arriscar
Me atirar em um abismo
Que só existe pra mim
E só o pensamento do teu sim
Me envolve em nervosismo
Me deixa sem ar
Faz-me sufocar
Palavra e olhar
Vão se apagar
O amor é algo tão indeciso
Não sei se dele eu preciso
Ou preciso me livrar
Como eu poderia interpretar
Algo tão impreciso
Que cabe no mar
Mas cabe num olhar
E que o meu peito não pode suportar
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Chá de amora
Se eu tomasse um mingau de maizena
Esse frio do meu estômago iria embora
E pra essa tremedeira
Igual a do pai da Flora?
Uma reza de benzedeira
Ou um chá de amora?
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